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Casos de câncer de colo do útero podem chegar a 19,3 mil em 2026 no Brasil

Nesta quinta-feira (26), é celebrado o Dia de Conscientização sobre o Câncer de Colo do Útero. A data chama atenção para uma doença que ainda está entre os mais frequentes no Brasil e o terceiro tipo de tumor mais frequente entre as mulheres. O HPV (papilomavírus humano) é o responsável por 99,7% dos casos de câncer do colo do útero, apesar de prevenível por meio da vacinação.

No Piauí, somente em 2026, foram registrados sete novos diagnósticos de câncer de colo de útero pelo SUS no estado. Em 2025, foram 239 casos e, em 2024, 383 casos. Em todo o Brasil, já são 682 novos casos em 2026. Em 2025, foram 12.753 novos registros e, em 2024, 20.406. Os dados são do Painel Oncologia do DATASUS. Para o triênio 2026-2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) projeta cerca de 19,3 mil novos casos por ano, um crescimento de aproximadamente 13% em relação ao período anterior.

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Casos de câncer de colo do útero podem chegar a 19,3 mil em 2026 no Brasil

São mais de 100 tipos de vírus que atingem pele e mucosas. Sua transmissão acontece principalmente durante as relações sexuais, seja vaginal, anal ou oral, por contato direto com pele ou mucosas contaminadas. O principal alerta é que o HPV não é uma doença que afeta só mulheres. Homens também podem ser infectados, assim como crianças, e o vírus pode levar a câncer de colo do útero, pênis, ânus e garganta.

HPV nem sempre dá sinais

O diagnóstico do HPV nem sempre é simples. Em muitos casos, o vírus é assintomático. Quando há sintomas, podem surgir coceira, ardência, desconforto durante a relação sexual, rouquidão persistente ou dor de garganta. Lesões com aspecto semelhante a pequenas verrugas, às vezes lembrando uma “couve-flor”, também são sinais de alerta.

Exames ginecológicos ou urológicos são fundamentais. Em alguns casos, é indicado o teste de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), que identifica o tipo específico do vírus.

Prevenção

A principal forma de prevenção continua sendo o uso de preservativo e a vacinação oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A vacina é aplicada em duas doses, com intervalo de seis meses. Para pessoas com HIV e transplantadas, o esquema é de três doses (0, 2 e 6 meses). O público-alvo inclui meninas de 9 a 14 anos, meninos de 11 a 14 anos, pessoas vivendo com HIV e transplantados entre 9 e 26 anos.

“O principal objetivo da vacinação é gerar imunidade sem que o organismo precise enfrentar a doença. No caso do HPV, isso significa reduzir drasticamente o risco de câncer relacionado ao vírus”, alerta o ginecologista e membro da ONA - Organização Nacional de Acreditação, dr. Daniel Buttignol.

Falta de informação

Apesar da vacina estar disponível gratuitamente, a falta de informação ainda pesa. Estudo da Fundação Nacional do Câncer mostra que 37% dos adolescentes não sabiam que a vacina previne o câncer do colo do útero. Entre 36% e 57% acreditavam que ela poderia fazer mal à saúde. E 82% achavam, equivocadamente, que protege contra outras ISTs.

Também chama atenção o fato de 17% não associarem a vacina à prevenção do câncer e 22% acreditarem que poderia estimular o início precoce da vida sexual, um mito já amplamente desmentido por especialistas.


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