A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação sobre a morte do cachorro Orelha, em Florianópolis. A corporação solicitou a internação de um adolescente e indiciou três adultos por coação de testemunhas.
Oito adolescentes foram investigados durante o inquérito e por se tratarem de menores de idade, nenhum dos investigados teve a identidade divulgada. As diligências foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei e pela Delegacia de Proteção Animal.
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De acordo com a Polícia Civil, a identificação do autor da morte do cão Orelha foi possível após a análise de mais de mil horas de imagens registradas por 14 câmeras de segurança instaladas na região da Praia Brava, no Norte da Ilha. Além das imagens, a investigação reuniu depoimentos e provas materiais.
Para chegar ao autor do crime, a Polícia Civil analisou mais de 1 mil horas de filmagens na região, em 14 equipamentos que captaram imagens. Foram 24 testemunhas ouvidas, 8 adolescentes suspeitos investigados, além de provas como a roupa utilizada pelo autor do crime, que foi registrada em filmagens. Um software francês obtido pela Polícia também analisou a localização do responsável durante o ataque fatal ao Cão Orelha.
O desenrolar dos fatos começou às 5h25 da manhã, quando o adolescente saiu do condomínio na Praia Brava. Às 5h58 da manhã, ele retornou para o condomínio com uma amiga. Esse foi um dos pontos de contradição em seu depoimento. O adolescente não sabia que a Polícia possuía as imagens dele saindo do local e disse que havia ficado dentro do condomínio, na piscina. Além das imagens, testemunhas e outras provas também comprovaram que ele estava fora do condomínio.
O adolescente viajou para fora do Brasil no mesmo dia em que a polícia teve conhecimento de quem eram os suspeitos do caso e ficou no Exterior até o dia 29 de janeiro. No retorno, ele foi interceptado pelos agentes ao chegar no aeroporto.
Naquele momento, um familiar tentou esconder um boné rosa que estava em posse do adolescente, além de um moletom, que também foram peças importantes na investigação. Além disso, o familiar do autor tentou justificar a compra do moletom na viagem, mas o próprio adolescente admitiu que já possuía a peça, que foi utilizada no dia do crime.
"Durante a investigação, a Polícia Civil teve o desafio de evitar vazamentos sobre o que estava sendo apurado. Como se tratava de um adolescente fora do País, ele poderia empreender fuga ou descartar elementos que comprovaram a autoria, como o celular", informou a Polícia Civil.
A investigação seguiu o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e foi concluída após o depoimento do autor, durante esta semana. Diante dos elementos e provas, a Polícia Civil finalizou os procedimentos policiais dos casos Orelha e Caramelo e encaminhou para apreciação do Ministério Público e Judiciário. Por conta da gravidade do caso Orelha, a Polícia pediu a internação do adolescente, que é equivalente a uma prisão de adulto.
Ainda, com a conclusão da extração e análise dos dados dos celulares apreendidos, serão corroborados elementos probatórios já obtidos, bem como levantadas eventuais outras informações sobre o caso.
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Caso Caramelo
Além da investigação sobre o cão Orelha, a Polícia Civil também concluiu a apuração de um segundo caso envolvendo maus-tratos a outro animal, conhecido como Caramelo. Segundo a corporação, quatro adolescentes foram representados por tentativa de afogamento do cachorro no mar, também em Florianópolis.
De acordo com a polícia, Caramelo conseguiu escapar da ação e foi resgatado. O animal foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel. Nenhum dos envolvidos teve o nome divulgado.
Com informações da Polícia Civil de Santa Catarina.
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