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Casal espancado em Porto de Galinhas: 14 agressores são identificados; entenda o caso

O ataque contra os empresários Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, turistas de Mato Grosso que estavam de férias em Porto de Galinhas, ocorreu na tarde do sábado (27) na praia do Litoral Sul, em Ipojuca, no Grande Recife. Eles foram espancados por comerciantes locais. O governo de Pernambuco informou que está acompanhando o caso e que parte dos agressores já foi identificada, conforme nota publicada nesta segunda-feira (29).

Reprodução/ Redes Sociais
Casal espancado em Porto de Galinhas: 14 agressores são identificados; entenda o caso

A Polícia Civil de Pernambuco informou que 14 participantes da agressão em Porto de Galinhas já foram identificados. O inquérito é conduzido pela Divisão Especial de Apuração de Homicídios, responsável também por investigações de lesão corporal de maior complexidade.

As imagens gravadas por testemunhas e compartilhadas nas redes sociais estão sendo analisadas para reforçar a identificação dos envolvidos e esclarecer a dinâmica do ocorrido. Segundo a Secretaria de Defesa Social, quando as equipes policiais chegaram ao local, a situação já estava controlada.

O que já se sabe sobre o caso

De acordo com o relato das vítimas, Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, o conflito teve início quando os comerciantes tentaram cobrar R$ 80 pela utilização dos equipamentos de praia, após um valor de R$ 50 ter sido previamente acordado. Diante da recusa do pagamento excedente, o grupo de aproximadamente 30 pessoas iniciou o ataque.

Em depoimento ao G1, Johnny Andrade descreveu as sequelas das agressões: "Meu rosto está completamente danificado, toda lateral do meu corpo está machucada porque eles bateram muito em mim (...) Tinha aproximadamente uns 30 [agressores] nesse momento".

Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o momento em que guardas-vidas civis tentaram resgatar as vítimas em uma caminhonete, enquanto agressores jogavam areia nos rostos dos turistas e tentavam retirá-los do veículo.

Cleiton Zanatta relatou que a violência persistiu mesmo durante a tentativa de socorro. "Antes dos salva-vidas saírem, eles conseguiram me tirar de cima da caminhoneta, arrastou de novo para 10, 15 metros e me deram muitos chutes nas costas e na cabeça (...) Eu espero nunca mais na minha vida pisar nesse lugar", declarou o empresário.

As vítimas denunciaram ainda dificuldades no acesso à saúde pública em Ipojuca. Segundo o casal, não havia ambulâncias disponíveis para o transporte, o que os obrigou a utilizar um carro de aplicativo para chegar a uma unidade de saúde. Devido à ausência de equipamentos para exames de imagem no posto local, os turistas precisaram se deslocar novamente até o Hospital de Ipojuca.

Após receberem alta hospitalar, os empresários compareceram à delegacia de Porto de Galinhas no sábado (27) para recuperar pertences deixados na praia. Na unidade policial, os agentes informaram que a proprietária da barraca exigia a quitação do valor em aberto. Sob intermediação policial, as vítimas realizaram o pagamento via Pix para encerrar a pendência financeira antes de formalizarem o boletim de ocorrência.

O que diz a Prefeitura de Ipojuca

A prefeitura de Ipojuca manifestou-se por meio de nota oficial publicada no Instagram, classificando o episódio como "grave e incompatível com os valores de respeito, acolhimento e hospitalidade" da região. A gestão municipal afirmou que os órgãos competentes apuram o caso para identificar os responsáveis, mas não detalhou se ofereceu assistência direta às vítimas.


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