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Candidato a deputado federal é preso pela PF após depredação em Universidade

A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesse domingo (27), o candidato a deputado federal Wilker Leão, após uma ocorrência envolvendo depredação no Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB). Segundo a universidade, Leão estava acompanhado de apoiadores quando o grupo esteve no campus e estudantes foram agredidos.

De acordo com a UnB, o candidato retornou à instituição para pichar um muro do Instituto de Artes. Diante da situação, a universidade acionou o protocolo de segurança e solicitou a presença das forças policiais. A prisão em flagrante foi realizada pela Polícia Federal, conforme nota divulgada pela instituição.

Reprodução/Redes Sociais
Candidato a deputado federal é preso pela PF após depredação em Universidade

A universidade informou ainda que adotará medidas administrativas e jurídicas para apurar o episódio e identificar as responsabilidades dos envolvidos. A UnB também declarou solidariedade aos estudantes que, segundo o relato da instituição, foram agredidos durante a ocorrência.

Histórico de conflitos na universidade

Wilker Leão já havia se envolvido em episódios de conflito com integrantes da comunidade acadêmica. Segundo a UnB, ele foi expulso da instituição após responder a processo disciplinar relacionado à gravação, sem consentimento, de professores e estudantes.

Os registros do caso também apontam que Leão utilizava imagens feitas dentro da universidade em conteúdos publicados nas redes sociais. Em abril, ele e outros militantes de direita chegaram a convocar um ato no campus que, segundo a UnB, fazia referências à violência contra estudantes.

Na ocasião, a convocação mencionava expressões como “trocar porrada com os vermes” e “porrada nos comunistas”. O episódio ocorreu em meio a outros conflitos envolvendo o candidato e integrantes da comunidade universitária.

Em abril de 2025, a Câmara Legislativa do Distrito Federal registrou manifestações de parlamentares sobre episódios envolvendo Leão na UnB. Na ocasião, foi informado que o estudante havia sido suspenso anteriormente por filmar aulas e cenas no campus e divulgar o material nas redes sociais sem consentimento.

Em nota publicada nesta segunda-feira (28), a Universidade de Brasília afirmou que os acontecimentos de domingo envolveram “atos de violência e depredação do patrimônio público”. A instituição também afirmou que o episódio foi acompanhado da atuação de apoiadores do candidato e de agressões contra estudantes.

A UnB classificou o episódio como relacionado a métodos que atribuiu à extrema-direita e afirmou que seguirá adotando medidas para apurar os fatos. A universidade informou que prestará apoio aos integrantes da comunidade atingidos e manterá o protocolo de segurança para situações semelhantes.