As buscas pelas crianças que estão desaparecidas na cidade maranhense de Bacabal entraram nesta terça-feira (13) no décimo dia. Equipes da polícia e voluntários fazem buscas em uma região de mata de 15 km² entre o Povoado Santa Rosa e a comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, região onde os irmãos Ágata Isabelle, de 5 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desapareceram na tarde do dia 04 de janeiro.
Voluntários encontraram peças de roupa na área onde as buscas estão concentradas, mas familiares descartaram que possam ser das crianças desaparecidas. Mas para o delegado-geral, Ederson Martins, nenhuma informação pode ser desconsiderada. “Foi mais uma tentativa. Enquanto tiver 1% de chance, a gente vai estar aqui todos os dias checando qualquer informação que chegar”, disse.
A polícia trabalha em duas frentes de buscas: a polícia judiciária na parte de investigação, em que várias pessoas já foram ouvidas, laudos já foram confeccionados e a perícia trabalha no mapeamento do local; e a frente operacional, que são a das buscas, com uma equipe avançada para checar todas as informações do desaparecimento.
Nesta segunda (12), a equipe ganhou o reforço de quatro peritos do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes, que chegaram a Bacabal para acompanhar o caso. A equipe é formada por psicólogos e assistentes sociais. O menino Anderson Kauã, que também estava desaparecido e foi encontrado no dia 07, deverá ser ouvido pelos profissionais assim que tiver autorização dos órgãos de proteção. Ele é primo de Ágata e Allan e disse que deixou os dois próximos a um lago enquanto buscava ajuda.
“Existe uma forma de ouvi-lo. Precisa ser respeitada a integridade física e psíquica, e os profissionais que têm a expertise para fazer isso precisam estar a postos para fazer no momento oportuno. Desde que ele foi encontrado, está sob os cuidados da Secretaria de Saúde, está internado e vem tendo acompanhado psicológico da forma mais protetiva possível”, afirmou a promotora de Justiça da Infância e Juventude, Michele Dias.
As buscas entram pela noite, quando o Corpo de Bombeiros utiliza drones com câmeras térmicas, que permite a localização de seres vivos através das variações de temperatura. Pescadores e caçadores da região também estão dando apoio com o conhecimento que possuem da área. Ao todo, a equipe de busca pelas crianças desaparecidas em Bacabal conta com 600 pessoas entre forças de segurança e voluntários.
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