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Brasil bate recorde de trabalhadores ocupados e carteira assinada no trimestre até julho

O mercado de trabalho brasileiro atingiu novos recordes no trimestre encerrado em julho de 2026. Segundo a PNAD Contínua, divulgada nesta quinta-feira (27) pelo IBGE, o país chegou a 103,3 milhões de pessoas ocupadas, maior número da série histórica iniciada em 2012.

O total cresceu 1% em três meses, avanço correspondente a aproximadamente 1 milhão de pessoas a mais trabalhando em relação ao trimestre encerrado em abril. Na comparação com o mesmo período de 2025, foram quase 900 mil ocupados a mais, alta de 0,9%.

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasil bate recorde de trabalhadores ocupados e carteira assinada no trimestre até julho

O nível de ocupação, que representa a parcela da população em idade de trabalhar que está ocupada, também aumentou. O indicador chegou a 58,9%, contra 58,4% no trimestre anterior. Em relação a um ano antes, o resultado permaneceu estável.

Maior número de carteira assinada

O número de empregados do setor privado com carteira assinada, excluindo trabalhadores domésticos, alcançou 39,4 milhões no trimestre até julho. Segundo os dados da pesquisa, esse também foi o maior contingente registrado desde o início da série histórica.

Apesar do recorde, o número apresentou estabilidade estatística, tanto na comparação com o trimestre anterior, quanto com o mesmo período de 2025. Já os empregados sem carteira assinada somaram 13,8 milhões.

Nesse grupo, houve crescimento de 3,6% em relação ao trimestre passado, com 477 mil pessoas a mais. Na comparação anual, entretanto, o resultado ficou estável. Considerando trabalhadores com e sem carteira, o setor privado chegou a 53,2 milhões de empregados.

O número de trabalhadores por conta própria foi estimado em 26,1 milhões e também permaneceu estável nas comparações trimestral e anual. Já os trabalhadores domésticos somaram 5,4 milhões, queda de 4,2% em um ano.

Entre os principais grupamentos de atividade, a construção apresentou o maior crescimento na comparação com o trimestre encerrado em abril. O setor registrou alta de 5,1% com 371 mil trabalhadores a mais.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, também houve crescimento na construção, com 308 mil pessoas a mais, alta de 4,2%. Transporte, armazenagem e correio cresceram 5,4%, com aumento de 321 mil trabalhadores.

O grupo formado por administração pública, defesa seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais registrou crescimento de 2,3% em um ano, com 438 mil trabalhadores a mais.

Na direção contrária, os serviços domésticos tiveram redução de 4% na comparação anual, o equivalente a 229 mil trabalhadores a menos.

Crescimento do salário médio

O rendimento real habitual dos trabalhadores ficou em R$ 3.762 no trimestre encerrado em julho, o que representa cerca de 2,3 vezes o valor do atual salário mínimo (R$ 1.621). O valor não apresentou variação significativa em relação ao trimestre anterior, mas aumentou 3,3% na comparação com o mesmo período de 2025.

A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 383,5 bilhões, também o maior resultado da série histórica. O montante cresceu 4,1% em um ano, representando aumento de R$ 15,1 bilhões.

Entre as posições de ocupação, os empregados com carteira assinada tiveram aumento de 2,5% no rendimento em um ano, o equivalente a R$ 83 a mais. Para trabalhadores domésticos, a alta foi de 4,1%, ou R$ 58, enquanto os trabalhadores por conta própria tiveram aumento de 4,1%, equivalente a R$ 124.

Mesmo com o crescimento da ocupação e dos empregos formais, a informalidade permaneceu elevada. O indicador ficou em 37,5%, correspondendo a 38,8 milhões de trabalhadores informais no trimestre encerrado em julho.