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Banco Central anuncia novidades para o PIX a partir de novembro e até 2027

O Banco Central (BC) anunciou, nesta semana, uma série de atualizações para o PIX, sistema de transferências em tempo real usado por cerca de 80% da população brasileira e que registrou movimentação recorde de R$ 35,36 trilhões em 2025. As mudanças fazem parte da chamada agenda evolutiva da ferramenta, que inclui novidades previstas para os próximos anos.

A primeira atualização com data definida é a cobrança híbrida, que passará a ser obrigatória a partir de novembro deste ano. A funcionalidade permitirá que cobranças exibam QR code para pagamento pelo PIX e também a opção de quitação via boleto bancário. Atualmente, essa possibilidade é facultativa para empresas e instituições financeiras.

Bruno Peres/Agência Brasil
Banco Central anuncia novidades para o PIX a partir de novembro e até 2027

Outra mudança prevista para curto prazo é o pagamento de duplicatas escriturais via PIX. A medida tem como objetivo facilitar a antecipação de recebíveis, reduzir custos operacionais e oferecer alternativa aos boletos bancários.

O BC também projeta a implementação do chamado split tributário até o fim do ano, integrando o PIX ao sistema de pagamento de impostos em tempo real que será adotado com a reforma tributária sobre o consumo. A previsão é que, a partir de 2027, tributos federais sejam pagos no ato da compra quando o pagamento for eletrônico.

Entre as novidades de médio e longo prazo estão o PIX internacional, que ampliará pagamentos transfronteiriços de forma definitiva; o PIX em garantia, permitindo a utilização de recebíveis futuros como garantia para empréstimos; e o PIX por aproximação offline, que possibilitará pagamentos sem conexão à internet.

O Banco Central também discute a padronização do PIX parcelado, linha de crédito que já existe em algumas instituições financeiras, com o objetivo de aumentar competição e reduzir juros. O prazo para implementação ainda não foi definido.

O PIX é reconhecido por estimular a bancarização da população e permitir novos modelos de negócios, especialmente para micro e pequenos empreendedores, tanto presenciais quanto digitais.

A ferramenta também foi alvo recente de críticas do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que o sistema prejudica empresas de cartão de crédito, mas recebeu apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defendeu a continuidade da ferramenta.


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