David Corrêa, o DVD, atacante do Vasco da Gama, foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira (31), durante a Operação A Tropa, deflagrada pela Polícia Civil do Espírito Santo para investigar uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico interestadual de drogas e armas, além de lavagem de dinheiro.
A operação foi realizada simultaneamente em diferentes estados e no Distrito Federal. Ao todo, foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão temporária. Cerca de 100 policiais civis, 38 viaturas e dois helicópteros participaram das diligências. A investigação apura ainda possíveis vínculos de atletas profissionais e empresários com o grupo criminoso.
No Rio de Janeiro, foram cumpridos mandados na residência de David, na Barra da Tijuca, e no Centro de Treinamento Moacyr Barbosa, do Vasco, em Jacarepaguá. As ações na capital fluminense foram realizadas por agentes da 14ª Delegacia de Polícia (Leblon) e da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme).
Natural do Espírito Santo, David Corrêa tem 30 anos e viveu um bom momento pelo Vasco antes da operação. No último sábado (29), o atacante marcou dois gols na vitória por 3 a 1 sobre o Cruzeiro. Segundo informações divulgadas nesta segunda, o jogador continua treinando normalmente e está à disposição do clube para os próximos compromissos.
Após as buscas no centro de treinamento, David não quis falar com a imprensa. Em nota, o Vasco afirmou que está colaborando com as autoridades e aguarda a conclusão das investigações. O clube também informou que não fará novos comentários sobre o caso enquanto a apuração estiver em andamento.
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Outro jogador alvo da operação é o lateral-direito Hayner, de 30 anos. O atleta pertence ao Santos e está emprestado ao Vila Nova, de Goiás. Foram cumpridos mandados na residência do jogador e no armário pessoal dele no Centro de Treinamento Vila do Tigre, do clube goiano.
O Vila Nova informou que a busca no centro de treinamento ficou restrita ao armário pessoal de Hayner e afirmou estar à disposição das autoridades. Segundo o clube, o jogador nega qualquer envolvimento com atividades ilícitas e acredita que tenha sido incluído entre os alvos por manter uma amizade de infância com um dos investigados por tráfico de drogas. Hayner segue exercendo normalmente suas atividades profissionais.
A investigação teve origem no Espírito Santo e aponta para uma organização com atuação em diferentes estados. De acordo com a Polícia Civil, a operação é resultado de uma ação conjunta entre forças de segurança para cumprir medidas judiciais e combater organizações criminosas que atuam de forma interestadual. Até o momento, a polícia não divulgou detalhes sobre uma eventual participação individual dos jogadores nos crimes investigados.