Quatro décadas depois de iniciar a carreira que marcou o rock brasileiro, Paulo Ricardo segue olhando para frente. O cantor e compositor participou, no último dia 26 de fevereiro, do evento Marcas Inesquecíveis, promovido pelo Sistema O Dia, em Teresina, e aproveitou a passagem pela capital para refletir sobre os 40 anos de trajetória, a transformação da indústria musical e a relação afetiva com o público piauiense.
Conhecido nacionalmente como vocalista da banda RPM, fenômeno do pop rock nos anos 1980, o artista afirmou que comemorar a marca de quatro décadas de carreira é motivo de celebração, mas também de inquietação criativa. Segundo ele, a grande motivação continua sendo pensar nos próximos passos.
“Todo aniversário é uma demonstração de relevância, de permanência. Mas o que me passa pela cabeça é a próxima canção, o próximo desafio”, afirmou. Para Paulo Ricardo, a longevidade na música depende da capacidade de continuar surpreendendo o público sem perder a identidade construída ao longo dos anos.
Durante conversa com o O Dia, o cantor destacou as profundas mudanças nas formas de produzir e consumir música. Ele lembrou que sua geração atravessou várias revoluções tecnológicas, desde o vinil até o streaming e, mais recentemente, o uso de inteligência artificial em produções audiovisuais.
“Nós começamos no vinil, passamos pelo CD e hoje a música está no streaming, na internet. As ferramentas mudaram muito, mas no fundo continuamos trabalhando com a mesma coisa, que é música e letra”, comentou.
O artista também ressaltou o impacto que os anos 1980 tiveram na história da música pop. Para ele, aquele período marcou a popularização dos sintetizadores e das baterias eletrônicas, que transformaram definitivamente a sonoridade da música mundial.
Segundo Paulo Ricardo, essa estética continua influenciando artistas contemporâneos e ajudando a manter viva a memória daquela década. “Você ouve muitos artistas hoje e percebe claramente essa influência dos anos 80, como Harry Styles, The Weeknd. Aquela sonoridade eletrônica entrou para sempre na música”, disse.
A passagem por Teresina também despertou lembranças curiosas da primeira vez que esteve na cidade com a RPM, no auge do sucesso da banda. O cantor recordou que a mobilização do público foi tão grande que a equipe precisou circular em um carro-forte.
“Eu não consigo vir a Teresina e não lembrar da primeira vez que estive aqui com a RPM. A gente teve que andar pela cidade em um carro-forte. Foi a primeira vez que entrei em um”, contou, em tom bem-humorado.
Ao retornar, em 2026, para se apresentar em uma noite especial, dedicada a empresas e personalidades que marcaram história no Piauí, o artista disse que o convite tem um significado especial. “Voltar é sempre bom, porque significa que você agradou e que as pessoas querem que você volte”, afirmou.
Multifacetado, Paulo Ricardo também destacou que a música pop sempre o atraiu por dialogar com diferentes expressões artísticas, como cinema, moda, literatura e artes visuais. “A música pop é um grande cavalo de troia. Através de uma canção você injeta várias formas de arte”, concluiu.
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