O parto humanizado tem se consolidado como um modelo de assistência que prioriza a autonomia da mulher, o respeito à fisiologia do nascimento e a redução de intervenções desnecessárias, transformando a experiência do parto em um processo mais seguro e acolhedor para mães, bebês e familiares.
Diferente de um procedimento padronizado, a humanização do parto envolve a personalização do atendimento, considerando os desejos da gestante, as evidências científicas mais recentes e a segurança clínica. O conceito não se restringe ao tipo de parto, mas à forma como o nascimento é conduzido, incluindo o suporte emocional, a presença de acompanhante e o respeito às escolhas informadas da mulher.
Segundo o ginecologista e obstetra Adolfo Hidd, diretor clínico do Centro Hospitalar e Maternidade Santa Fé, o parto humanizado parte do princípio de que a gestante deve ser protagonista. “O parto humanizado é aquele em que a paciente é o centro de todas as atenções. Antigamente, as condutas eram normas pré-estabelecidas, sem respeitar o desejo da gestante. Hoje, o foco é respeitar esses desejos, sem comprometer a segurança da mãe e do bebê”, afirmou o médico.
No Centro Hospitalar e Maternidade Santa Fé, localizado na região central da capital piauiense, esse modelo de assistência já integra a rotina de atendimento. A instituição investiu na capacitação de profissionais e na adaptação de processos e estrutura física para oferecer conforto, segurança e suporte emocional durante todas as etapas do parto.
A diretora-geral da maternidade, Tânia Sampaio, destacou que a humanização começa antes mesmo da internação. “Focamos no lado humano, desde a recepção e as consultas até os apartamentos e suítes. Buscamos conforto para a mãe, para o bebê e para o acompanhante, sempre seguindo todas as normas sanitárias e de segurança”, disse.
O parto humanizado baseia-se em práticas respaldadas por evidências científicas, como a liberdade de movimentação durante o trabalho de parto, o uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor, a presença de uma equipe multiprofissional e o contato pele a pele imediato entre mãe e recém-nascido. O modelo também evita intervenções rotineiras sem indicação técnica, como induções ou episiotomias desnecessárias, respeitando o ritmo natural do parto.
A experiência vivida por Lourrany Leite, que deu à luz no Centro Hospitalar e Maternidade Santa Fé, ilustra o impacto desse modelo na vivência do nascimento. “A minha experiência foi incrível, como eu sempre sonhei. O acolhimento foi de toda a equipe, desde a recepção até os médicos. Na hora da dor, a gente só quer que tudo passe, e ter uma equipe preparada faz toda a diferença”, relatou a mãe.
Especialistas apontam que o parto humanizado contribui para a redução de riscos maternos e neonatais, fortalece o vínculo entre mãe e bebê e promove maior satisfação com a experiência do nascimento. O modelo também reforça o empoderamento feminino ao garantir que a mulher participe ativamente das decisões sobre seu corpo e seu parto.
O planejamento para um parto humanizado inclui a elaboração de um plano de parto, a escolha de uma equipe alinhada com esse modelo de assistência e a educação perinatal. Mesmo em casos em que a cesariana é necessária, o procedimento pode ser conduzido de forma humanizada, com respeito, informação e acolhimento.
Com a ampliação desse modelo de cuidado, instituições como o Centro Hospitalar e Maternidade Santa Fé buscam consolidar uma cultura de assistência centrada na mulher e na família, reforçando o parto como um momento singular que exige não apenas técnica, mas também empatia e humanização desde o primeiro minuto de vida.
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