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Piauí registra pior taxa desemprego e subutilização no país em 2025, aponta IBGE

Estado ficou fora do grupo com menores índices históricos e registrou 9,3% de desocupação, segundo o IBGE. Governo diz que Piauí tem registrado crescimento, quando no inicio de 2025 a taxa era de 10,2%

20/02/2026 às 18h03

Em 2025, o Piauí ficou fora da lista dos 19 estados e do Distrito Federal que atingiram a menor taxa anual de desocupação de sua série histórica, iniciada em 2012. No sentido oposto, o estado registrou a maior taxa de desemprego do país, com 9,3%, enquanto a média nacional foi de 5,6%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Piauí registrou o índice  de 9,3% de desocupação. Brasil atingiu 5,6% - (Assis Fernandes/O Dia) Assis Fernandes/O Dia
Piauí registrou o índice de 9,3% de desocupação. Brasil atingiu 5,6%

Na sequência do ranking de maiores taxas de desocupação aparecem outros dois estados nordestinos: Bahia (8,7%) e Pernambuco (8,7%). A taxa divulgada pelo IBGE considera pessoas sem trabalho que estavam em busca de ocupação. Na comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o trimestre imediatamente anterior, o Piauí apresentou estabilidade, mantendo o índice em 8%.

Apesar do desempenho negativo no desemprego, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados no fim de janeiro deste ano pelo Governo do Piauí, indicam que o estado registrou em 2025 a criação de 21.022 novos postos de trabalho formais, alcançando um estoque de 382.684 vínculos com carteira assinada. No período, o Piauí ficou entre os estados com maior crescimento relativo do emprego formal, com variação de 5,81%.

Na taxa de subutilização da força de trabalho — que engloba pessoas desocupadas, trabalhadores que atuam menos de 40 horas semanais e gostariam de trabalhar mais, além do potencial da força de trabalho — o Piauí apresentou o pior índice do país, com 31,0%. A média nacional foi de 14,5%. Bahia e Alagoas aparecem logo em seguida, ambos com 26,8%.

Piauí registrou mais de 21 mil postos de trabalho em 2025.  - (Agência Brasil) Agência Brasil
Piauí registrou mais de 21 mil postos de trabalho em 2025.

No índice de desalento, que considera pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam, o Maranhão liderou com 9,5%, seguido por Alagoas (8,5%) e Piauí (7,8%). As menores taxas foram registradas em Santa Catarina (0,3%), Mato Grosso do Sul (0,6%) e Rio Grande do Sul (0,9%). A média nacional ficou em 2,6%.

O Piauí também figurou entre os estados com menor percentual de empregados no setor privado com carteira assinada no quarto trimestre de 2025. Maranhão (52,5%), Piauí (54,3%) e Paraíba (54,8%) apresentaram os menores índices, enquanto o Brasil registrou média de 74,4% de trabalhadores do setor privado com vínculo formal.

Em nota, o Governo do Piauí informou que os dados divulgados representam uma média dos quatro trimestres de 2025 e que o estado vem registrando no período um crescimento constante no estoque de empregos nos últimos quatro anos. No início do ano passado, a taxa de desocupação no Piauí era de 10,2%, reduzido para 8% no quarto trimestre, o que manteve a média de 9,3% em 2025.

O Poder Executivo apontou que o processo de recuperação econômico ocorre de maneira gradual e o Piauí vem de uma base histórica ligada à informalidade por parte significativa da população e estabeleceu a meta de 80 mil novas oportunidades de emprego ao longo do governo, afirmando que já atingiu 67 mil no terceiro ano.

Confira a nota na íntegra:

Os dados divulgados pelo Governo Federal sobre o mercado de trabalho são apresentados pelo IBGE em diferentes formatos. A taxa de desocupação de 9,3% refere-se à média de todo o ano, ou seja, é um número que reúne os resultados dos quatro trimestres. Já os dados trimestrais mostram como o desemprego variou ao longo do ano, permitindo observar se houve aumento ou redução em períodos específicos.

Nesse contexto, o Piauí vem registrando crescimento consistente no estoque de empregos formais nos últimos quatro anos, figurando entre os estados que mais ampliaram a geração de postos de trabalho com carteira assinada no período. Esse avanço é resultado de políticas públicas de estímulo ao investimento, qualificação profissional e fortalecimento do ambiente de negócios.

Em 2025, o movimento de redução se manteve: o Piauí iniciou o ano com 10,2% de desocupação no primeiro trimestre e encerrou o quarto trimestre com 8,0%. Apesar de pequenas oscilações naturais ao longo dos trimestres, a tendência anual foi de queda, indicando que mais piauienses estão conseguindo uma oportunidade de trabalho.

É importante destacar que o processo de recuperação econômica ocorre de maneira gradual. O Piauí partiu de uma base histórica marcada por elevada informalidade e por uma parcela significativa da população fora do mercado de trabalho. A recomposição desses indicadores é um processo estrutural e de longo prazo, que exige continuidade de políticas públicas, especialmente diante de um cenário nacional ainda desafiador.

Mesmo assim, o Estado estabeleceu a meta de gerar 80 mil novas oportunidades de trabalho ao longo do governo e já alcançou aproximadamente 67 mil no terceiro ano de gestão, mantendo-se no caminho para cumprir, e possivelmente superar, esse objetivo.

O Governo do Estado reafirma seu compromisso com a geração de emprego e renda, com a atração de investimentos e com políticas estruturantes voltadas ao crescimento sustentável e à inclusão produtiva.


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Com informações do Governo Federal