A fama construída nas quadras, nos campos e nos tatames não foi suficiente para garantir uma vaga no Legislativo para vários nomes conhecidos do esporte brasileiro. Nas eleições deste domingo (4), ex-jogadores, medalhistas olímpicos e treinadores disputaram cargos de deputado estadual, deputado federal e senador, mas terminaram a apuração fora da lista de eleitos.
Entre os candidatos estava um dos maiores nomes do esporte do Piauí: Sarah Menezes. Natural de Teresina, a judoca fez história ao conquistar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, e também acumulou títulos mundiais e outras conquistas ao longo da carreira.Campeã olímpica no judô e uma das principais atletas da história do estado, a ex-judoca estreou nas urnas em uma disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.
Candidata pelo MDB, Sarah recebeu 10.516 votos, o equivalente a 0,50% dos votos válidos no Piauí. O desempenho, porém, não foi suficiente para garantir uma cadeira na Câmara Federal. Ela terminou a disputa como não eleita.
Outro nome de peso do esporte que não conseguiu permanecer na política foi Leila Barros, conhecida como Leila do Vôlei. A ex-jogadora tentou renovar o mandato de senadora pelo Distrito Federal, mas terminou a eleição na terceira colocação. Leila recebeu aproximadamente 21,3% dos votos válidos, ficando atrás de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, que conquistaram as duas vagas destinadas ao Distrito Federal no Senado.
Veja outros nomes:
No Tocantins, quem tentou transformar a longa trajetória no futebol em uma carreira política foi Vanderlei Luxemburgo. O ex-técnico disputou uma das vagas ao Senado pelo Podemos.
Luxemburgo terminou a eleição com 67.987 votos, ou 4,11% dos votos válidos, e não alcançou uma das cadeiras reservadas ao estado no Congresso Nacional.
A lista de derrotados também inclui jogadores que fizeram história em grandes clubes brasileiros. Um dos casos foi o do ex-atacante Edmundo, que tentou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro. O ídolo de Vasco e Palmeiras recebeu 35.725 votos, mas não conseguiu se eleger.
Outro nome conhecido do futebol, Marcelinho Carioca, também não conseguiu uma cadeira. Ídolo do Corinthians, o ex-jogador concorreu a deputado distrital no Distrito Federal pelo Republicanos e recebeu 2.494 votos.
O ex-atacante Luís Fabiano, com passagens marcantes pelo São Paulo e pela Seleção Brasileira, também ficou fora da Câmara. Candidato por São Paulo, ele recebeu cerca de 9,6 mil votos.
Em Pernambuco, o ex-jogador Flávio Caça-Rato tentou uma vaga de deputado federal pelo MDB. Conhecido principalmente pela passagem pelo Santa Cruz, ele recebeu 5.062 votos, mas não conseguiu se eleger.
Em Minas Gerais, o ex-atleta Maurício Souza disputou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PL. O ex-jogador de vôlei recebeu 16.086 votos, mas terminou a eleição sem conseguir o mandato.
Outro nome ligado ao futebol que ficou fora do Legislativo foi Marcos Braz, ex-dirigente do Flamengo. Candidato pelo PSDB, ele recebeu 18.305 votos e não conseguiu uma vaga na Câmara dos Deputados.
Nem todos os esportistas foram derrotados
Se alguns dos principais nomes ligados ao esporte ficaram pelo caminho, outros conseguiram confirmar a força nas urnas. O ex-nadador Luiz Lima, do Novo, foi reeleito deputado federal, garantindo mais um mandato na Câmara após receber 79.249 votos.
O ex-lutador de MMA Felipe Sertanejo (PL) também foi eleito com 138.277 votos e conseguiu a vaga na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo).