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Piauí poderá ganhar primeiro centro de referência paralímpica

Espaço terá como objetivos incentivar a prática esportiva para pessoas com deficiência, identificar e formar atletas paralímpicos e oferecer suporte multidisciplinar para os atletas.

11/05/2026 às 07h34

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) assinou um protocolo de intenções para implantação do primeiro Centro de Referência Paralímpica do Estado do Piauí. A reunião no Campus Ministro Petrônio Portella e reuniu representantes da UFPI, do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e da Secretaria Estadual para Inclusão da Pessoa com Deficiência (SEID).

O centro terá como objetivos incentivar a prática esportiva para pessoas com deficiência, identificar e formar atletas paralímpicos e oferecer suporte multidisciplinar nas áreas de Educação Física, Fisioterapia, Nutrição, Psicologia e Medicina do Esporte. A iniciativa também contempla ações de inclusão, formação profissional, pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico voltado ao paradesporto.

Primeiro centro de referência paralímpica do Piauí deverá funcionar no setor de esportes da UFPI - (Arquivo/O DIA) Arquivo/O DIA
Primeiro centro de referência paralímpica do Piauí deverá funcionar no setor de esportes da UFPI

Durante a solenidade, a reitora da UFPI, Nadir Nogueira, destacou a iniciativa da instituição. Segundo ela, “o setor de esportes é um espaço privilegiado que pode ser transformado em um grande centro de referência para o estado do Piauí”.

Nadir também ressaltou a importância da qualificação dos profissionais para acolher pessoas com deficiência no ambiente esportivo. “A universidade forma bacharéis e licenciados em educação física, mas é preciso que a gente qualifique melhor os nossos professores para que possam acolher as pessoas que precisam ser incluídas”, afirmou.

O representante do Comitê Paralímpico Brasileiro, o presidente José Antônio Freire destacou a importância da expansão dos centros de referência pelo país. Segundo ele, o CPB possui atualmente 105 centros de referência no Brasil, atendendo quase 10 mil crianças e adolescentes. “O que é mais transformador é fazer do esporte o maior veículo de inclusão. O esporte é saúde, é vida”, disse.

O presidente também ressaltou a necessidade de ampliar o acesso ao esporte para pessoas com deficiência desde a infância. “Hoje, a gente quer mudar esse cenário, quer colocar a educação física nas escolas para que as nossas crianças com deficiência, logo cedo, comecem a prática do esporte como qualquer outra criança”.

Protocolo de intenções foi assinado por representantes da UFPI, CPB e SEID. - (Ascom / UFPI) Ascom / UFPI
Protocolo de intenções foi assinado por representantes da UFPI, CPB e SEID.

O coordenador do programa Inspiração Paralímpica, Antônio José Ferreira, relembrou o processo de articulação para implantação do centro no estado do Piauí. “Quando eu cheguei no Comitê Paralímpico Brasileiro, fiquei sabendo que o estado do Piauí era o único estado da federação que não tinha um centro de referência paralímpico. A partir daí, nós chegamos nesse momento, que é o protocolo de intenção, para que o Piauí saia do mapa da inexistência de centro de referência paralímpico”.

Também participaram do encontro o vice-reitor da UFPI, Edmilson Miranda de Moura; o pró-reitor de Assuntos Estudantis e Comunitários da UFPI, Emídio Marques de Matos Neto; o pró-reitor de Planejamento e Orçamento da UFPI, Marcos Lira; a coordenadora de Saúde, Esportes e Bem-Estar da PRAEC, Mara Jordana Magalhães Costa; e o diretor jurídico do CPB, Paulo Victor Losinskas.


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