A poucos meses da Copa do Mundo de 2026, a divulgação do novo uniforme da Seleção Brasileira provocou repercussão entre torcedores, principalmente pela presença da expressão “Vai, Brasa” em detalhes como a parte interna da gola e as meias oficiais lançadas pela Nike. O lançamento, que inicialmente marcaria apenas a apresentação da nova camisa, ganhou novos desdobramentos após a divulgação de um vídeo explicativo sobre o conceito do modelo.
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No material, a designer da Nike, Rachel Denti detalhou os elementos simbólicos incorporados ao uniforme e afirma que a proposta foi apresentar um “Brasil com S”, em referência à identidade nacional. A explicação, no entanto, acabou ampliando o debate ao trazer interpretações que parte do público considerou distantes da experiência cotidiana dos torcedores.
A utilização da expressão “Brasa” foi apresentada pela Nike como uma tentativa de aproximar o uniforme da linguagem popular ligada ao futebol. A proposta, segundo a equipe de criação, foi incorporar termos e referências presentes no cotidiano de torcedores, especialmente em ambientes de estádio.
Ao explicar o conceito, Rachel Denti afirmou que o projeto partiu da observação de manifestações espontâneas da torcida. “É o Brasil, mas também é Brasa quando está jogando. É uma expressão que a gente escuta nos estádios e nas ruas, e agora os jogadores vão carregar isso no uniforme”, disse.
Rachel também destacou que o termo funciona como um apelido informal, facilmente compreendido no contexto esportivo. “A gente precisou explicar que é Brasil, mas também é Brasa. Para a gente, é algo natural de entender”, completou.
Apesar da justificativa, a escolha passou a ser questionada por parte do público. Torcedores afirmam não reconhecer o uso recorrente da expressão em estádios ou em contextos ligados diretamente à Seleção Brasileira. Enquanto outros consideram válida a tentativa de atualização da identidade visual da equipe.
Além do vídeo, discussões paralelas passaram a circular nas redes sociais. Entre elas, a associação do termo “Brasa” a possíveis versões iniciais do uniforme, incluindo a hipótese de uma camisa em tom vermelho, relacionada simbolicamente ao pau-brasil.
Cor “Canary” e elementos visuais mantêm base tradicional
Outro ponto que ganhou destaque no debate foi a forma como a cor da camisa foi apresentada. No vídeo explicativo, a utilização do termo “amarelo Canary”, em referência ao “canarinho”, chamou a atenção, especialmente diante da proposta de valorização de elementos nacionais.
Apesar disso, o uniforme mantém o amarelo tradicional como base, cor historicamente associada à identidade da Seleção Brasileira. De acordo com a equipe de design, a escolha foi o ponto de partida do projeto, com o objetivo de preservar características reconhecidas internacionalmente.
“O Brasil é facilmente identificado pela camisa amarela. O tom ‘Canary’ reforça essa identidade clássica”, explicou Rachel Denti.
Além da cor, o modelo incorpora grafismos inspirados na bandeira brasileira, inseridos diretamente no tecido por meio de uma tecnologia que permite a aplicação de padrões na própria malha. Esses elementos são percebidos principalmente de perto, sem alterar a aparência geral da peça.
A composição também inclui variações sutis de tonalidades e referências culturais. “A ideia foi trazer o que é Brasil no seu mais puro, na sua mais pura versão. O que é o Brasil com S e não o Brasil com Z. O amarelo que a gente escolheu é o Canary, que é canário, o canarinho, que é o nosso amarelo, o amarelo clássico do Brasil. Então, vinha com essa cor. Claro que o azul também é o clássico, mas a gente conseguiu brincar um pouquinho com as outras cores, com um pouquinho do verde-água e esse verde quase meio neon”, afirmou a designer.
Outro destaque é o uso de um novo tecido desenvolvido pela marca, que possibilita integrar design e estrutura em uma única malha. Segundo a equipe, a proposta foi unir referências culturais com soluções tecnológicas aplicadas ao desempenho esportivo.
Mudanças no uniforme da Seleção já geraram polêmicas anteriores
A repercussão em torno do novo uniforme não é um caso isolado. Nos últimos anos, alterações propostas para a identidade visual da Seleção Brasileira também provocaram debates entre torcedores.
Em 2025, a circulação de imagens de um possível uniforme vermelho gerou questionamentos nas redes sociais, incluindo associações políticas e críticas à quebra de tradição. Na ocasião, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que manteria as cores tradicionais, com exceções apenas em ações específicas.
Antes disso, em 2023, a seleção utilizou uma camisa preta em amistoso como parte de uma campanha contra o racismo. Em 2019, o Brasil retomou o uso do uniforme branco em homenagem à década de 1910. O uso de cores alternativas também ocorreu em situações pontuais, fora do padrão adotado em competições oficiais.
Próximos jogos da Seleção Brasileira
Amistosos
- 25/03 – Brasil x França – 17h
- 31/03 – Brasil x Croácia – 21h
- 06/06 – Brasil x Egito – 19h
Copa do Mundo
- 13/06 – Brasil x Marrocos – 19h
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