As chuvas que voltaram a cair com mais intensidade no Piauí, especialmente durante o período de Carnaval, já começam a transformar o cenário hídrico do estado. Em Campo Maior, as barragens de Corredores e Salina registram elevação significativa no volume acumulado e se aproximam do limite de sangramento, marco que indica capacidade quase máxima de armazenamento.
A barragem de Salina, por exemplo, estava com 79% da capacidade, conforme o último boletim divulgado pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh). Uma nova visita técnica está agendada para acontecer nesta sexta-feira (20), diante da rápida elevação do nível das águas. As inspeções periódicas ocorrem quinzenalmente.
De acordo com a gerente de Recursos Hídricos da Semarh, Joquebede Benvindo, o monitoramento já vinha sendo realizado antes mesmo do pico das chuvas. “Com o início da chuva, a gente já vinha monitorando as barragens de Salina e Corredores. E, com essas chuvas, principalmente nesse período de Carnaval, que choveu bastante, elas já estão no limite de sangrar”, explicou.
A intensificação das inspeções ocorre dentro das diretrizes da Política Nacional de Segurança de Barragens, que estabelece que a responsabilidade direta pelo monitoramento das barragens é dos empreendedores, aqueles que constroem e utilizam a água reservada. No entanto, como órgão fiscalizador da política no estado, a Semarh amplia o acompanhamento das estruturas consideradas prioritárias, seja pelo volume acumulado, seja pelo estado de conservação.
O diretor de Recursos Hídricos da Semarh, Felipe Gomes, destaca que o período chuvoso exige vigilância redobrada. “Especialmente nesse período de chuva, a gente aumenta a frequência de fiscalização e vistorias in loco. A Barragem de Corredores, em Campo Maior, por exemplo, está sendo vistoriada quinzenalmente pela Semarh, que é o órgão fiscalizador, e pelo IDEP, que é o órgão empreendedor dessa barragem. Da mesma maneira, realizamos esse acompanhamento em outras seis barragens no estado”, afirmou.
O avanço das águas, que traz alívio após períodos de estiagem, também impõe responsabilidade técnica e planejamento. Se, por um lado, o aumento do volume sinaliza segurança hídrica para abastecimento e atividades produtivas, por outro, exige monitoramento constante para garantir estabilidade estrutural e tranquilidade às populações do entorno. No Piauí, a temporada de chuvas começa a encher reservatórios e, com eles, cresce também o rigor na fiscalização.
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