Como o conhecimento da história ajuda na formação de guardiões da memória - Portal O Dia
WhatsApp Facebook x Telegram Messenger LinkedIn E-mail Gmail

Como o conhecimento da história ajuda na formação de guardiões da memória

Muito além de orientar a escrita de uma redação, o papel do professor é despertar nos alunos o interesse pela leitura, pela história e pela valorização da própria cultura.

04/08/2026 às 12h32

Muito além de orientar a escrita de uma redação, o papel do professor é despertar nos alunos o interesse pela leitura, pela história e pela valorização da própria cultura. Foi justamente esse olhar que o Concurso Jovens Escritores, promovido pelo Sistema O Dia, buscou reconhecer ao premiar também os professores-orientadores, que produziram dissertações argumentativas com o tema "Educar para Preservar: formando guardiões da História e da Cultura".

Leia também: Escrever histórias exige pesquisa, criatividade e domínio da linguagem

Nesta edição, os educadores tiveram que refletir sobre a importância da educação na preservação da memória e na formação de cidadãos conscientes do valor da história. Os textos vencedores destacaram a educação como ferramenta para fortalecer a identidade cultural e estimular as novas gerações a conhecerem suas origens.

O primeiro lugar ficou com o professor Francisco da Silva, do CETI Elon Machado Moita/Olga Fernandes, no município de Lagoa Alegre. Em sua dissertação, ele refletiu sobre o papel do educador em uma sociedade marcada pela rapidez das informações e pela constante presença das tecnologias. Para desenvolver a argumentação, utilizou referências como o líder indígena Ailton Krenak e a filósofa Marilena Chaui.

Na segunda colocação, ficou o professor Antonio Marcos Firmino da Silva, da Escola Municipal Francisco Reduzindo Fernandes, em União. Em seu texto, ele defendeu que a educação é um instrumento essencial para aproximar crianças e jovens da história e da cultura, permitindo que compreendam a importância das gerações que os antecederam.

Inspirado nas reflexões de Paulo Freire, o professor ressaltou que o conhecimento das próprias raízes é indispensável para fortalecer a identidade e preservar a memória coletiva.

Leia também: Concurso Jovens Escritores: rodas de leitura ajudam crianças na produção de desenhos e textos

“Como que a criança e o jovem vão valorizar a história, a memória e a cultura se não se sentem parte desse processo? O primeiro passo é conhecer essa memória e essa cultura”, destacou.

O terceiro lugar foi conquistado pelo professor Eliomar dos Santos, do CETI Darcy Ribeiro, em Parnaíba. Na dissertação, ele abordou a relação entre memória, história e identidade, ressaltando que registrar acontecimentos por meio da escrita é uma forma de preservar a cultura e perpetuar o legado das gerações. Segundo o docente, a premiação teve um significado especial, pois mostrou aos alunos que o professor também enfrenta o desafio de escrever e de expor suas ideias.

Como o conhecimento da história ajuda na formação de guardiões da memória - (Assis Fernandes/ODIA) Assis Fernandes/ODIA
Como o conhecimento da história ajuda na formação de guardiões da memória

“A memória é viva, e registrá-la, através da escrita, é uma forma de preservar a nossa identidade e valorizar as nossas raízes. Foi um exercício de olhar para trás para entender o presente. Eu sempre digo a eles que a escrita tem poder, o poder de transformá-los em grandes pensadores e torná-los imortais. No meu caso, a escrita ajudou a mostrar para os alunos que o professor deles também passa pelo mesmo processo, se arrisca e é valorizado por isso”, afirmou o professor.

VOLTAR AO Portal O Dia - Notícias do Piauí, Teresina, Brasil e mundo