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30 anos sem Ayrton Senna: piauienses trazem no nome a homenagem ao ídolo eterno da F1

Portal O Dia conheceu a história de duas pessoas - de diferentes gerações - que levam no nome a homenagem ao maior piloto de F1 que o Brasil já teve. E um dos maiores do mundo!

01/05/2024 às 10h54

1° de maio de 1994. A alegria dos brasileiros de ver Ayrton Senna brilhando nas pistas se transformou em uma grande tristeza e comoção nacional. A notícia da morte do maior ídolo brasileiro da Fórmula 1 parecia não ser real. Era algo passível de incredulidade. Milhões choravam por todo país a morte do Tricampeão de F1, ao se chocar no muro e falecer. Três décadas depois ele ainda traz inspiração para muitos, e não somente no esporte. Mas na vida!

Ayrton Senna inspira brasileiros, para além do esporte, até hoje - (Reprodução / Redes Sociais) Reprodução / Redes Sociais
Ayrton Senna inspira brasileiros, para além do esporte, até hoje

Tem algo mais importante para a identidade de uma pessoa do que o próprio nome? Pois é, a prova de que Senna é um ídolo atemporal é que, até hoje, o nome dele é colocado pelos pais fãs de desportista nos filhos, como forma de homenagem. É o caso do Francisco das Chagas, 42, que colocou no filho o nome de "José Ayrton". Ele conta que só não pôs o "Senna" na identidade do pequeno, porque a esposa não deixou.

Eu gostava muito de Fórmula 1. Antigamente eu assistia toda corrida, depois que eu casei ficou quase inviável assistir. E sendo fã do piloto brasileiro, eu resolvi colocar o nome dele. Na verdade eu queria colocar Ayrton Senna, minha esposa foi que não deixou, porque ela queria colocar José em homenagem a São José. Aí a gente juntou tudo e ficou José Ayrton

Francisco das Chagas Assistente Administrativo
José Ayrton teve até um aniversário com o tema Ayrton Senna. - (Reprodução / Arquivo Pessoal ) Reprodução / Arquivo Pessoal
José Ayrton teve até um aniversário com o tema Ayrton Senna.

E adivinha o tema de um dos primeiros aniversários de vida de José Ayrton: claro, Ayrton Sena. Toda a decoração da festa foi feita com o tema "Senninha", o personagem dos desenhos em quadrinhos inspirado no piloto de F1. Criados por Rogério Martins e Ridaut Dias Jr., o personagem animado foi aprovado pelo próprio Ayrton Senna em conjunto com sua mãe, Dona Neyde, que contribuiu com detalhes da infância do piloto, fazendo com que Senninha tenha não só algumas características físicas de Ayrton, mas também sua personalidade, com seu jeito corajoso e bem-humorado.

Nas histórias, "Senninha" é um garoto de 8 anos que perpetua para diferentes gerações a paixão, determinação e superação do piloto Ayrton Senna. 

José Ayrton, em aniversário com o tema "Senninha". - (Reprodução / Arquivo Pessoal) Reprodução / Arquivo Pessoal
José Ayrton, em aniversário com o tema "Senninha".

Pôr o nome de Ayrton e fazer a festinha do filho ajudam Francisco das Chagas a transformar um pouco a triste lembrança daquele fatídico 1° de maio de 94 em memórias mais felizes ao lado com o filho com nome de campeão! Se o pequeno de seis anos leva apenas um dos nomes do tricampeão, muita gente levou a homenagem ainda mais longe.

O analista ambiental Ayrton Senna da Silva Damasceno, 28, carrega o nome completo do ídolo brasileiro. Ele morou por oito anos aqui no Piauí e foi estudante da Universidade Federal do Piauí. Os dois primeiros nomes, óbvio, fazem referência ao piloto, uma escolha do pai que era fã do desportista. O "Silva", por uma feliz coincidência, foi o sobrenome herdado da mãe. O que culminou numa homenagem completo! Nascido pouco mais de um ano após a morte de Senna, no início ele não gostava muito de ter na identidade o nome de alguém tão icônico, mas que havia falecido.

Na verdade, sempre meu pai me falava que meu nome era do grande corredor da época. Eu só não fazia ideia de quem era o Ayrton Senna, mas sempre eu fui muito zoado pelo meu nome na escola. O pessoal sempre me zoava e eu nem gostava. Mas aí depois que eu fui crescendo, fui conhecendo a história do Ayrton Senna, eu passei a ter mais orgulho do meu nome. Hoje eu gosto muito

Ayrton Senna da Silva DamascenoAnalista Ambiental

O "Ayrton Senna piauiense" não trilhou os caminhos do esporte. Mas leva para a área profissional dele - Engenharia Ambiental - e para a vida, as características do ícone nacional. "Eu percebo que as principais características dele eram a ousadia, a persistência, consistência. Ele era um cara muito consistente, muito focado no que queria, muito perspicaz também, muito focado, inteligente, esforçado, não desistia facilmente", destaca.

Senna, ao vencer o GP de Phoenix, em 1991. - (Reprodução / Instagram / Senna Brasil) Reprodução / Instagram / Senna Brasil
Senna, ao vencer o GP de Phoenix, em 1991.

"Inclusive teve uma corrida que ele fez no Brasil, é bem interessante. Ele venceu com muito esforço, porque no tempo ele corria com um dos carros com menos tecnologia. Porém, ele extraia o máximo do carro. Era um cara muito profissional no que fazia", complementa o analista ambiental. E quando perguntado se, futuramente, poderia surgir um outro ídolo nacional como o da F1, ele afirma:

Pode até ser que apareça, mas com o nível de humildade dele, eu acredito que dificilmente nós teremos uma pessoa tão motivadora que inspira outras a serem melhores. 30 anos depois que ele morreu e durante esse tempo todo nunca surgiu uma pessoa. Ele é único

Ayrton Senna, ídolo do esporte brasileiro. - (Reprodução / Instagram / Senna Brasil) Reprodução / Instagram / Senna Brasil
Ayrton Senna, ídolo do esporte brasileiro.

A cronologia da morte de Senna

Domingo, 1º de maio de 1994. Grande Prêmio de San Marino de Fórmula 1. Autódromo Internacional Enzo e Dino Ferrari, em Ímola (Itália). Na sétima volta, precisamente às 9h13, pelo horário de Brasília, Ayrton Senna perde o controle da Williams que pilotava e bate violentamente no muro da curva Tamburello. O choque é fatal. O corpo do brasileiro é levado de helicóptero para o Hospital Maggiore, em Bolonha, onde o piloto teve a morte anunciada, aos 34 anos.

No Parco delle Acque Minerali, próximo ao circuito, onde ficava a Tamburello, uma escultura de bronze presta reverência a Senna. Inaugurada em 1º de maio de 2014, em festival que marcou os 20 anos da morte, ela é visitada por fãs de todos os cantos, que se aproximam para tocar, fotografar ou prestar homenagens.

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