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Redução de mamas pelo SUS no Piauí: veja como conseguir cirurgia gratuita

No HU-UFPI, procedimento depende de avaliação de especialista e encaminhamento pela rede de saúde; atualmente, 22 pacientes aguardam na fila

18/09/2026 às 13h35

Mulheres que precisam fazer cirurgia de redução de mamas podem ter acesso ao procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Piauí. No Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), o atendimento começa na Unidade Básica de Saúde (UBS) do município e passa pela avaliação de um médico especialista antes da inclusão na fila cirúrgica.

Redução de mamas pelo SUS no Piauí: veja como conseguir cirurgia gratuita - (Reprodução/ Magnific) Reprodução/ Magnific
Redução de mamas pelo SUS no Piauí: veja como conseguir cirurgia gratuita

A cirurgia de redução mamária pode ser indicada quando o volume das mamas está associado a desconfortos ou problemas de saúde, como dores nas costas, nos ombros e no pescoço, alterações na postura, irritações na pele e dificuldades para realizar atividades do dia a dia. A necessidade do procedimento é avaliada por um especialista em Cirurgia Plástica.

Entre janeiro e agosto de 2026, foram realizados 25 procedimentos de plástica mamária no HU-UFPI. Atualmente, 22 pacientes aguardam pelo procedimento na fila da unidade.

O tempo de espera não é fixo. Segundo o hospital, ele pode variar conforme a demanda, a disponibilidade de vagas e a avaliação dos casos pela especialidade.

A legislação também prevê direitos relacionados à cirurgia mamária. A Lei nº 15.171, de 2025, assegura, no âmbito do SUS, acompanhamento psicológico e multidisciplinar especializado para mulheres que tenham sofrido mutilação total ou parcial da mama em razão de técnica cirúrgica.

Como funciona o acesso à cirurgia

De acordo com o HU-UFPI, a paciente deve procurar inicialmente uma UBS. Após a avaliação médica, caso exista indicação para atendimento especializado ou hospitalar, o encaminhamento é feito pelo sistema de regulação municipal.

O acesso ao HU-UFPI ocorre exclusivamente por meio da regulação do município, conforme os protocolos estabelecidos. Portanto, a paciente não entra diretamente na fila do hospital.

Após o encaminhamento, a mulher passa por consulta regulada com um especialista em Cirurgia Plástica. É durante essa avaliação que são analisadas as condições clínicas e a necessidade de realização da cirurgia.

Se houver indicação para o procedimento, o médico solicita a cirurgia por meio da Autorização de Internação Hospitalar (AIH). A partir disso, a paciente entra no fluxo da fila cirúrgica.

A ordem de atendimento considera os critérios de prioridade definidos pelo serviço, levando em conta a avaliação médica e a documentação apresentada, além dos fluxos regulatórios vigentes.