O Piauí registrou a segunda maior proporção de trabalhadores sindicalizados entre os estados brasileiros em 2025, com 15,4% da população ocupada de 14 anos ou mais associada a sindicatos. O índice, embora esteja entre os maiores do país, representa uma queda em relação ao início da série histórica da Pnad Contínua.
Em 2012, 23,7% dos trabalhadores ocupados do estado eram sindicalizados. Naquele ano, o Piauí tinha cerca de 314 mil pessoas associadas a sindicatos. Em 2025, esse número caiu para aproximadamente 204 mil, uma redução de 35%, equivalente a cerca de 110 mil trabalhadores a menos.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (23). O levantamento apresenta características adicionais do mercado de trabalho brasileiro e considera os indicadores referentes a 2025.
Piauí segue entre os estados com maior sindicalização
Apesar da redução observada ao longo da série histórica, o indicador do Piauí permanece acima da média nacional. No Brasil, 8,8% das pessoas ocupadas estavam associadas a sindicatos em 2025, o equivalente a cerca de 9,1 milhões de trabalhadores.
A taxa nacional ficou praticamente estável em relação a 2024, quando era de 8,9%. Segundo o IBGE, a estabilidade ocorreu após o aumento registrado naquele ano, quando 812 mil trabalhadores passaram a integrar sindicatos, interrompendo uma sequência de reduções observada desde 2014.
No Piauí, por outro lado, a proporção apresentou crescimento entre 2024 e 2025. O indicador passou de 13,9% para 15,4% no período, mesmo permanecendo abaixo do patamar registrado em 2012.
A queda também aparece no cenário nacional quando considerada toda a série histórica. Em 2012, 16,1% dos trabalhadores brasileiros estavam associados a sindicatos, proporção que caiu para 8,8% em 2025. O contingente passou de aproximadamente 14,3 milhões para 9,1 milhões de pessoas.
Diferença entre homens e mulheres
A pesquisa também aponta diferenças na sindicalização de homens e mulheres entre as regiões brasileiras. No Nordeste, o percentual de mulheres sindicalizadas foi de 9,6% em 2025, enquanto entre os homens chegou a 8,9%.
A diferença não se repetiu em todas as regiões. No Sul, por exemplo, 9,9% dos homens estavam sindicalizados, contra 9,4% das mulheres. No Sudeste, as proporções foram de 9,0% e 8,6%, respectivamente.
No conjunto do país, a taxa de sindicalização foi de 8,9% entre os homens e 8,7% entre as mulheres em 2025. O indicador considera a população ocupada de 14 anos ou mais na semana de referência da pesquisa.