O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou que o reajuste do Bolsa Família representa a recomposição da inflação acumulada desde a implementação do programa em 2023. A atualização de 15,04% foi anunciada nesta quinta-feira (17) e começa a valer na folha de outubro.
Com a mudança, o benefício mínimo por família passa de R$ 600 para R$ 691. O valor médio estimado sobe de R$ 675 para R$ 777. A correção considera a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.
“Dois anos após a implementação do programa Novo Bolsa Família, o presidente Lula autorizou o reajuste sobre todas as parcelas do Bolsa Família. Significa recompor a inflação mesmo baixa das pessoas que mais precisam no Brasil”, afirmou Wellington Dias.
Segundo o governo, a atualização será feita dentro do espaço fiscal existente, sem ampliação do limite global de despesas. O ministro também destacou medidas de qualificação do Cadastro Único e de integração de informações utilizadas na gestão do programa.
O ministro afirmou ainda que o reajuste foi acompanhado de medidas voltadas à eficiência da execução do Bolsa Família e citou ações relacionadas à assistência social, segurança alimentar e inserção de beneficiários no mercado de trabalho.
“Garantir também que isso fosse feito com total eficiência fiscal, ou seja, de dinheiro do remanejamento de economias feitas em outras áreas que garante o reajuste do Bolsa Família”, disse.
Novos valores do Bolsa Família
A atualização ocorre também em um contexto de aprimoramento permanente da gestão do Bolsa Família e do Cadastro Único. Desde 2023, o Governo Federal vem intensificando a qualificação cadastral, o cruzamento de informações com outras bases públicas e a apuração de inconsistências.
Além do piso de R$ 691, os valores dos benefícios que compõem o programa também foram atualizados. O Benefício de Renda de Cidadania passa de R$ 142 para R$ 164 por integrante da família.
O Benefício Primeira Infância sobe de R$ 150 para R$ 173 por criança de zero a sete anos incompletos. Já o Benefício Variável Familiar passa de R$ 50 para R$ 58 por integrante que se enquadre nas condições previstas na legislação.
O valor recebido por cada família depende da sua composição e dos benefícios aos quais ela tem direito. Por isso, os R$ 691 correspondem ao piso garantido pelo programa, e não a um valor único pago a todos os beneficiários.
A nova tabela produzirá efeitos financeiros a partir de 1º de outubro, com os pagamentos da folha de outubro começando no dia 19. O calendário segue o último dígito do Número de Identificação Social (NIS).