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Caso Isabelle Caracristi: veja o que se sabe sobre morte de estudante em Fortaleza

Estudante de 22 anos foi encontrada morta após queda em condomínio na Aldeota; polícia ainda apura como ocorreu a morte e procura namorado.

21/09/2026 às 11h27

21/09/2026 às 11h27

A Polícia Civil do Ceará procura João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta no condomínio onde morava, no bairro Aldeota, em Fortaleza. A mãe dele teve um celular e um tablet apreendidos durante uma diligência realizada no domingo (20). Até o momento, a polícia não informou por que João está sendo procurado nem o apontou oficialmente como suspeito da morte. 

Caso Isabelle Caracristi: veja o que se sabe sobre morte de estudante em Fortaleza - (Reprodução) Reprodução
Caso Isabelle Caracristi: veja o que se sabe sobre morte de estudante em Fortaleza

Isabelle foi encontrada morta na área comum do Condomínio La Piazza por volta das 20h40 de 13 de setembro. Segundo a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), foram identificadas lesões compatíveis com impacto contra o solo. O laudo cadavérico apontou politraumatismo como causa da morte, enquanto os exames laboratoriais não identificaram substâncias de interesse toxicológico. 

A SSPDS-CE informou que somente após a conclusão das perícias será possível estabelecer a dinâmica da morte.

O que as câmeras mostram - (Reprodução/ Diário do Nordeste) Reprodução/ Diário do Nordeste
O que as câmeras mostram

Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo Diário do Nordeste mostram parte da movimentação no condomínio no dia da morte. Por volta das 18h32, João foi até a portaria e, pouco depois, deixou o prédio de carro acompanhado da mãe. Isabelle permaneceu no condomínio.

Às 19h12, a estudante foi registrada sozinha em um elevador, com o celular na mão, seguindo para o rooftop, localizado no 23º andar. Por volta das 20h40, ocorreu a queda. João retornou ao condomínio às 22h48, cerca de duas horas depois. 

A sequência das imagens ajuda a estabelecer os horários e deslocamentos, mas, isoladamente, não esclarece o que aconteceu antes da queda. A Polícia Civil continua analisando as gravações e outros elementos reunidos na investigação.

Celulares e novas perícias

Durante uma diligência no domingo, a Polícia Civil localizou a mãe de João na Praia do Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido e os aparelhos dela foram recolhidos para perícia. João não foi localizado. 

O celular de Isabelle também foi recuperado e está sob posse da Polícia Civil. O conteúdo do aparelho está sendo analisado, incluindo informações que possam ajudar a reconstruir os momentos anteriores à morte. 

A Pefoce também realizou novas diligências no condomínio no domingo. Foram feitas coletas de vestígios para análise de DNA, novos exames nas áreas comuns e no apartamento onde Isabelle morava. Um drone foi utilizado para registrar imagens do local. 

Até agora, quatro pessoas foram ouvidas pela Polícia Civil. Outras quatro oitivas estão previstas.

O que a família afirma sobre o relacionamento

A família de Isabelle afirma que ela vivia um relacionamento que considerava abusivo. A mãe da estudante, Isorlanda Caracristi, descreveu o namorado da filha como controlador. 

A advogada Patrícia Viana, que acompanha a família, também relatou ao Diário do Nordeste que familiares receberam informações sobre suposto monitoramento da jovem e outros comportamentos dentro da relação. 

Essas informações são relatos apresentados pela família e ainda precisam ser confrontadas pela investigação. A própria defesa dos familiares afirmou que não é possível, neste momento, atribuir a João a responsabilidade pela morte de Isabelle.

A família também questionou o fato de não ter sido comunicada sobre a morte da estudante naquela noite. Segundo relatos apresentados à imprensa, a mãe só soube do falecimento no dia seguinte, quando foi ao condomínio procurar a filha.

O que ainda precisa ser esclarecido

A investigação ainda busca responder como ocorreu a queda que provocou a morte de Isabelle. A perícia já identificou lesões compatíveis com impacto contra o solo e apontou o politraumatismo como causa da morte, mas esses dados não determinam, por si só, a dinâmica do episódio.

Também ainda precisam ser esclarecidos os acontecimentos que antecederam a queda, quem estava no apartamento naquele momento e por qual motivo João está sendo procurado pela Polícia Civil.

A SSPDS-CE não informou publicamente se existe alguma ordem judicial contra ele ou se a procura tem como objetivo apenas localizá-lo para prestar esclarecimentos. Também não declarou que João seja suspeito da morte da estudante.